Porque nem todo mundo nasce com vocação pra alguma coisa. Agora eu tenho a Lis!

terça-feira, 24 de maio de 2016

Sensação de libertação!

Essa semana, conversando com uma amiga, comentei sobre o quanto eu tinha necessidade de estar grudada na Lis assim que ela nasceu, o quanto me irritava ter que sair de perto dela pra ir na padaria que fosse, vivi um momento de clausura voluntária, totalmente alheia ao mundo. Ela me disse que eu fui muito intensa no meu emocional. Por coincidência, assisti 2 palestras dias depois sobre parto que falavam da importância de fazer a mulher se desligar de tudo para que o parto acontecesse, pra que a ocitocina fosse liberada, e que, uma vez que nosso cérebro desliga e a gestante se entrega, ela vira bicho mesmo, nossa natureza instintiva e primitiva vem à tona. Ali, como um tapa na cara, consegui simplesmente entender porquê meu pós-parto foi tão maluco na minha mente: eu estava totalmente entregue, meu lado leoa despontou com uma força que eu jamais imaginei existir. Eu só queria poder ficar ali namorando minha cria, sem nada que pudesse interferir, sem louça pra lavar, banho pra tomar, passeio pra fazer, pitacos pra ouvir. Eu era a fera-mãe e não queria que bicho nenhum chegasse perto do meu filhote, muito menos pra falar qualquer coisa que fosse dele! Uma explosão de ocitocina que só foi possível pelo respeito que recebi durante aquele parto tão avassalador. Não havia vozes, não havia luzes, não havia pressão, não havia nada que pudesse manter meu cérebro ligado (embora eu tenha a sensação de que ele não desligou). E entender o que aconteceu nesse período, ter levado esse choque foi libertador, eu ainda tinha a sensação de que precisava de outro puerpério pra curar o primeiro, que parecia ter sido tão difícil. Não, meu pós-parto não foi difícil, foi uma imersão em sentimentos de perda de controle, perda da razão, uma explosão de amor incompreendida por mim mesma! Que libertador! Realmente, como diz Odent: pra mudar o mundo é preciso mudar a forma de nascer. Pensa em todo mundo sendo recebido na Terra envolvido por essa bomba de amor?

segunda-feira, 9 de maio de 2016

Quando o amor vai surgir?

Então você pariu um bebê lindo, saudável, a família tá feliz, todo mundo acha que você está radiante e tudo que você tem vontade é de chorar e colocar o bebê de volta na barriga. Aí você vê esse tipo de foto e pensa: por que eu não me sinto feliz e radiante como ela demonstra estar na foto? Deixa eu te confessar: até a Lis fazer 6 ou 7 meses eu também achava essas fotos a maior mentira. Não é que eu não estivesse feliz, fazendo dancinha da vitória ou amando ela. Eu simplesmente ainda não estava adaptada ao ponto de me sentir plena na maternidade. Essa paixão avassaladora pela minha bebê levou muito tempo pra surgir. Eu sempre a amei, mas a explosão de amor faz pouco tempo que apareceu. Assim como quando eu casei, no primeiro ano eu via fotos de casais felizes e pensava em voltar correndo pra casa da minha mãe, o primeiro ano de vida de um bebê acredito que seja o mais difícil. Depois tudo vira paixão, tudo melhora, tudo fica mais fácil! Fotos nem sempre representam a realidade, não se culpe. Ontem foi o primeiro dia das mães com minha amada nos braços, dois anos depois do ataque de fofura do meu marido querendo um filho. Agora posso dizer: é um amor que não cabe no peito, que dói na alma. Mas que pode sim demorar a aparecer. E se no meio dessa loucura toda você me perguntar se eu quero mais filhos, eu te respondo que sim: quantos mais a vida quiser me dar, meu corpo aguentar, meu marido topar e meus slings puderem carregar!