Porque nem todo mundo nasce com vocação pra alguma coisa. Agora eu tenho a Lis!

quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Sobre o ano que acaba!

Não ia fazer texto de final de ano, não gosto dessa festa. Ou não gostava, até chegar 2015. O ano em que minha vida mudou. O ano que comecei grávida e só agradeci, não fiz planos. Que virei administradora. Que passeei grávida, fiz foto, exibi minha barriga gigante, me exercitei, aprendi a respirar e desacelerar. O ano em que estudei, acreditei e confiei em mim, no meu corpo, na minha mente. O ano em que eu PARI, mesmo tendo achado a vida inteira que não conseguiria. Pra você pode não significar nada, pra mim, foi o momento de maior êxtase da vida. O ano em que confiei na capacidade do meu corpo de alimentar minha filha, mesmo com tantas opiniões contrárias. O ano em que aprendi a colocar em palavras os meus sentimentos. Em que ganhei uma melhor amiga, minha pequena Lis, e até que eu mesma decida em contrário, é pela felicidade DELA que eu vivo. Pelo bem-estar dela. Goste você ou não. Me chame de chata se quiser, eu não ligo. Nossa conexão é tão forte que você não entenderia, ou não entende mesmo. O ano em que me esqueci de mim em muitos momentos pra me lembrar dela, e isso não me fez falta nenhuma. 2015 me fez conhecer mulheres maravilhosas, fortes, decididas, desprovidas de orgulho e cheias de amor e colo pra dar. Mulheres que eu já conhecia, mulheres que eu conheci depois que Lis nasceu. Amizades que fiz e quero levar pra vida toda. Me contaram suas histórias, me pediram abraços pelos seus lutos, me abraçaram e acalmaram quando eu quis abrir um buraco e fugir, secaram minhas lágrimas de mãe que tem a vida subitamente transformada. Descobri que eu também posso ajudar muitas outras mães, que também posso lutar por uma sociedade que nos compreenda, sem vir com a historinha de que "foi por isso que lutamos, agora aguentem". 2015 foi um ano maravilhoso, e por isso não poderia finalizar sem agradecer. Por cada erro que cometi e aprendi, por cada passo que dei e compreendi pra onde me levava, por tanta desconstrução que minha mente sofreu, assuntos que chegavam a doer pra entender, uma vez que foi uma vida inteira de preconceitos e cultura pra serem chacoalhados e desmistificados na minha cabeça. 2016, que você traga paz pras nossas vidas e ainda mais aprendizado, e que eu consiga ser uma mãe à altura do presente maravilhoso que Deus me deu (e que veio pra me ensinar tanto). Se você está disposto a me acompanhar, abra também a sua mente. Afinal, essa porta só abre de dentro pra fora. Veeeem 2016!

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Detalhes do pós-parto

Faltam 9 dias pra Lis completar 5 meses e, enquanto ela dorme, preciso contar sobre algumas coisas que não fazia muita ideia que aconteceriam no pós-parto.
Quando engravidei, uma das primeiras coisas que senti mudar foi a memória. Eu, que tinha uma memória de elefante, esquecia o que estava fazendo ENQUANTO estava fazendo. Me sentia, além de desmemoriada, burra. As contas mais simples precisavam de calculadora, meu cérebro simplesmente parou de funcionar. Depois que a Lis nasceu, não mudou nada. Continuo tansa. Como o centro de gravidade da grávida muda devido à barriga, também fiquei descoordenada, vivia batendo meus braços e pernas nas paredes. Quando a Lis nasceu, era como se ela fosse um membro meu fora do corpo, e continuei sem noção de espaço. Ela escapou por um triz de algumas batidas na cabeça quando eu passava nas portas.
Meu parto foi normal, sem corte, apenas um pontinho de laceração. Isso não significa que as partes baixas não fiquem doloridas. Imagina a força muscular que é preciso pra fazer um bebê nascer. Ainda que a força seja involuntária, ela é gigante. Foram cerca de duas semanas com a sensação de "perereca inchada". Não estava, mas a sensação era como se estivesse. Já ouvi de amigas que fizeram cesária que acontece a mesma coisa, já que toda a região é afetada na cirurgia.
O sangramento pós-parto é bastante intenso. Bastante mesmo, podendo durar até 40 dias. Aqui foram 25. Tem dias que não vem, e quando você fica feliz que acabou, ele volta. Nos primeiros dias, vem em coágulos, me assustei em alguns momentos. A lista da malinha da maternidade da minha doula dizia pra levar uma fralda absorvente (pra adultos mesmo). Assim que pari e tomei banho, a enfermeira veio com aquela fralda pra eu vestir. Me senti ridícula e ri dizendo que não precisava. Depois que vesti, descobri que deveríamos usá-la até durante a menstruação (se não fosse tão feio, claro). É uma liberdade de movimentos enorme, não tem aquele medo de escapar quando a gente se levanta. Levei quase uma semana pra me auto-desfraldar.
A amamentação é um caso à parte. Não é simples, não é fácil, depois que o bebê aprende a pegar e o teu leite vem, cada vez que ele desce você vai na lua e volta. Essa ardência do leite descendo durou um mês por aqui. Agora é uma delícia. Mas leite materno fede em contato com algodão, e ninguém nunca me falou. Andava igual doida procurando de onde vinha aquele cheiro esquisito, parecendo de vômito às vezes, até que descobri que era das minhas próprias roupas (ou das roupas da Lis)! Quando chega perto do horário da nenê mamar, o peito vaza sozinho. Depois do terceiro mês a produção dá uma regulada e você então vai conseguir sair de casa sem aquela chatice de absorvente de seio. Além disso, acredito que seja hormonal, o "cecê", aquele cheirinho na axila, dá uma piorada. Não havia desodorante que desse conta, me sentia fedida mesmo passando o desodorante ainda dentro do box. Conversando com outras mães, descobri que era assim pra todas.
O puerpério vai te enlouquecer. Quando penso nos 3 primeiros meses, me sinto como se estivesse em uma festa muito louca e barulhenta, onde eu não conseguia prestar atenção em nada e tudo me irritava. A sensação de silêncio e calmaria que vem depois é maravilhosa. Aliás, até o terceiro mês eu rezava pra passar logo. Agora eu rezo pro tempo ir mais devagar, porque o relógio disparou! 
Eu nunca fui muito ligada em casa organizada. Passava tanto tempo na rua que aquela limpeza de sábado já me deixava contente, durante a semana ia fazendo as coisas quando dava, sem estresse. Depois que a Lis nasceu, virei a louca da vassoura! Tenho varrido a casa umas 2 vezes por dia, nada me incomoda tanto quanto a casa bagunçada. Todo mundo diz pra gente curtir o bebezinho e esquecer dos afazeres domésticos. Esse era um ponto que me incomodava muito: eu tinha a sensação de que não podia piscar que a Lis faria algo muito legal e eu perderia. Então, ficava horas olhando pra ela mas com a sensação de que deveria estar limpando a casa, e naquele turbilhão que já estava minha cabeça, isso me atormentava muito. Mas Tai, por que tu não limpava a casa então enquanto ela dormia? Porque daí eu também dormia, um bebê que mama a cada duas ou três horas deixa a gente cansada mesmo sem fazer nada!
O cabelo cai. MUITO. Quando diziam isso, eu dizia que não tinha problema, pois realmente tenho muito cabelo e seria até bom. Quando ele começou a cair, depois do terceiro mês, em TUFOS, eu realmente me apavorei. Já tenho uma mini franjinha nova, ou seja, com o tempo ele cresce de novo.
Desconfio que aquela história de que amamentar emagrece tem um quê de fantasiosa, não é assim tão rápido quanto contam. Engordei 15 quilos na gestação. Na primeira semana pós-parto foram-se embora 9 quilos. E o resto ficou, junto à fome de hipopótamo que eu sinto. Minha sogra dizia que era só lá pelo quarto mês que a gente emagrecia. Eu queria duas semanas depois! Depois do terceiro mês, quando o cabelo começou a cair, comecei a emagrecer de verdade. Agora já perdi 2 quilos além do que engordei na gravidez, tô legal! Lembro de ver uma foto da Bella Falconi 5 dias depois que ela teve a sua bebezinha, super sexy de calcinha. Nesse dia, Lis já tinha quase um mês e eu ainda andava de pijama e descabelada, mal lembrava de escovar os dentes. Fiquei arrasada, eu não tinha vontade nenhuma de sair de casa, ficava indignada quando diziam pra eu ir no mercado que fosse, queria ficar só agarradinha na minha bebê, porquê ela conseguia ser sexy tão rápido? Depois entendi, afinal, esse é o trabalho dela e tenho certeza de que ela também deve ter tido vontade de viver o puerpério como eu, afastada de qualquer obrigação social.
Você vai querer matar o marido em alguns momentos. Não precisa ter motivo, deve ser hormonal. Ele pode ser o marido mais maravilhoso do mundo, te ajudar em todos os momentos. Se, em algum dia, você estiver morta de sono amamentando de madrugada e ele roncar do teu lado, você vai chorar de raiva. Não se preocupe, é sono, vai passar e você vai voltar a amá-lo ainda mais do que antes. A primeira relação sexual depois do parto também é tensa: parece a primeira vez da tua vida. E isso não depende do tipo de parto, pra quase todas é assim. Mas a amamentação, salvo raras exceções, vai te deixar com a libido negativa. Dormir vai parecer bem mais divertido em alguns momentos. Maridos, acalmem-se: logo isso se ajusta.
Bebês choram, ponto. Seja qual for o motivo, ou mesmo se não houver motivo. Essa é a única forma de se expressar que eles possuem. Acompanho uma pediatra que sempre cita Lacan: "cólica é a expressão existencial do desamparo de ter nascido". Isso explica a razão de muito choro que não parece fazer nenhum sentido tantas vezes.
As primeiras saídas de casa são tensas. Quando fomos fazer o ensaio newborn da Lis, com 7 dias de vida, levamos uma bolsa enorme com tuuudo que ela podia precisar. Esquecemos as fraldas. Tão óbvio, tão sem noção nenhuma que estávamos.
Você vai se apaixonar a cada segundo. Você vai ter a sensação de que não pode amar mais, e ainda assim, amar mais a cada dia que passa. Ao mesmo tempo que a vida vira do avesso, você sente que o avesso é muito mais lindo e legal. Isso depois que o puerpério passa, claro. Porque a vontade mais recorrente, logo nos primeiros dias, é de devolver o bebê pra barriga. Lis aprendeu a ficar em pé essa semana. Só quer ficar com as pernas esticadas. Ontem, no meio de um salto de desenvolvimento daqueles brabos, no qual ela só chorava enquanto tentava virar de bruços, coloquei-a em pé no meu colo e expliquei o que estava acontecendo: disse que a mamãe sabia que aprender algo novo era dolorido e que ela podia chorar o quanto fosse, que eu estaria sempre aqui pra confortá-la. Ela me olhou nos olhos enquanto eu falava, como se estivesse prestando muita atenção e entendendo. E eu chorei por não saber o que fazer, por não poder ajudá-la. E assim vamos, nós duas, nos descobrindo, nos entendendo, aprendendo juntas a ser mãe e filha, companheiras pra toda a vida.

Talvez sejam detalhes interessantes pras grávidas saberem. Talvez você se identifique ou tenha outros detalhes pra contar. Talvez você entenda a mãe que está ao seu lado. Se você tem coisas diferentes que viveu, seja bem-vinda pra compartilhar!

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Das coisas que eu não queria esquecer..

4 meses e 12 dias desde que eu recebi nos meus braços o ser mais importante que já passou na minha vida. É pouquíssimo tempo diante de toda a vida que ela ainda tem, mas minha memória insiste em começar a apagar algumas coisas que eu não queria que fossem embora. Eu não quero esquecer nunca da sexta-feira de carnaval que a senti se mexer pela primeira vez na minha barriga. Do dia divertido e maravilhoso que foi o de seu nascimento, mesmo a natureza tendo apagado da memória a dor no exato momento em que ela nasceu. Sinto saudades do parto e de toda a diversão que eu vivi ali, da sensação de êxtase que fiquei por uns 3 dias. Não quero esquecer da hora em que a vi pela primeira vez, com aquele nariz amassado e largo que eu não entendi daonde tinha vindo. Lis era a cara do meu pai, tinha a orelha perfeitamente grudadinha na cabeça e segurou meu dedo muito forte por muito tempo. Não quero esquecer que na primeira noite na maternidade, depois de quase 40 horas sem dormir, eu agradeci por Deus não ter me escutado e ter mandado somente uma filha, não gêmeas como eu queria hahaha. Não quero esquecer da ansiedade do Léo em sermos liberados pra vir pra casa logo, pra poder curti-la de uma vez, e do meu medo em sairmos de carro da maternidade, parecia que aquele bebê conforto não estava encaixado como deveria e o carro andava rápido demais. Insegurança, óbvio. Não posso esquecer de todo o carinho que recebemos, de tantas visitas lindas e tanto amor que emanaram pra gente, desde durante a gravidez até agora. Também não dá de esquecer o susto que todo mundo levou quando contamos que ela tinha nascido, já que ninguém sabia a data certa e não contamos pra ninguém que estávamos indo pra maternidade.
Lis dormia muiiiiito assim que nasceu (não mudou muito até agora hehe). No primeiro mês, quase ninguém a conhecia de olhos abertos. Mas ficava acordada justamente quando deveria dormir, das 18h à 1 da manhã. Eu não conhecia seus sinais, perdia o "tempo" de botá-la pra dormir e daí era um trabalho pra apagar. Torcia pra ela não fazer cocô de madrugada, pois cada vez que precisava trocar sua fralda, ela acordava e não queria mais dormir. Não quero esquecer das tardes deliciosas de soninho que temos até hoje (mas agora o soninho dura meia horinha, não 3 horas como antes). Eu amava que, depois de mamar, ela se aconchegava no nosso peito pra dormir, que colinho delicioso era aquele. Agora, nem pensar essa posição, ela não gosta mais. Não, colo não vicia, logo eles não querem mais saber da gente e fica a saudade daquele aconchego. 
Não quero esquecer da sensação maravilhosa que tive na primeira vez que amamentei e o seio parou de arder ao descer o leite, cerca de uma mês depois da Lis nascer. O começo da amamentação não foi o fim do mundo, mas quando se tornou natural foi mil vezes mais legal. E a forma como ela mamava, tão linda, com as duas mãozinhas sobre o próprio peito. Agora a mão maluca passeia pelo ar, pelo meu rosto, pelo que estiver ao seu alcance. Isso quando as mamadas duram bastante tempo, porque não têm passado de alguns minutinhos. Também não quero esquecer da primeira noite em que Lis dormiu 7 horas seguidas e eu acordei até meio atordoada de tanto que dormi, assustada, claro. Lis dorme na cama com a gente e tem acordado uma vez pra mamar durante a noite, quando não está nos picos de crescimento que a fazem acordar de hora em hora pra mamar. Sim, amamento deitada, pela minha sanidade física e mental. É uma delícia dormir agarradinha e nem quero pensar que um dia posso me arrepender dessa decisão, por enquanto vamos deixando ela ali. Não esperei a vida inteira pra casar e dormir junto com o amor da minha vida? Porque agora que o meu amor mais intenso chegou eu vou querer dormir distante?
Não quero esquecer dos marcos de aprendizado que ela já teve até aqui: quando quis tocar um objeto pela primeira vez, quando segurou pela primeira vez, quando começou a enxergar e descobriu o quanto a televisão é fascinante. Não adianta eu não querer que ela assista, a cabeça chega a ficar torta tamanha a vontade de ver aquelas luzes e cores. Agora ela está tentando rolar, vira o corpinho todo de lado, fica toda torta e volta. Me esforço diariamente pra não superestimular e nem compará-la com outros bebês, o que é dificílimo pra uma mãe! Sei que cada criança tem um ritmo e quero que ela viva sua infância no tempo dela, sem pressão. Enquanto eu mostrava que ela podia segurar as coisas, segurei suas mãos e sozinha ela se projetou pra frente, sentando, sem eu forçá-la. Ali entendi que a natureza tem o momento certo das coisas acontecerem.
Carrego uma tristezinha comigo: como eu nunca saio do lado da bebê, eu não a vejo crescer. Sei que ela está muito grande, é notável, mas eu já não consigo lembrar dela recém-nascida. Parece que ela já nasceu desse tamanho. Lembro que ela mamava e seu pezinho ficava na minha coxa. Agora, o pezinho se apoia no sofá ou na cama, meu bebê cresceu! Eu vejo recém-nascidos e parece que a minha bebê sempre foi assim grandalhona, queria ter gravado melhor sua imagem de bebezinho. O puerpério vai embora, apaga as lembranças do furacão mas leva algumas lembranças boas também.
Não quero esquecer do seu sorriso banguela, da primeira gargalhada que ela deu, tão espontânea e que me faz ter vontade de chorar toda vez que lembro! Tampouco dos nossos banhos de chuveiro que ela adora, faz caras engraçadas, e da bagunça que faz agora que descobriu que pode bater os pés na água da banheira e molhar tudo! Aliás, os pés são o novo instrumento de brincadeiras: ela tem tentado tocar e segurar tudo o que alcança com eles, além de apoiá-los em mim quando mama pra dormir.
Não quero esquecer do quanto ela ama andar carregada no sling, dos nossos passeios diários até o supermercado só pra sair de casa (confesso: compro cada dia uma coisa, só pra ter motivo de sair haha) e ela com olhos atentos a tudo que a rodeia. Da sua mania de morder o dedo (ela não chupa dedo, morde o dedinho com a gengiva do lado direito, sempre). De adorar se olhar no espelho. Da alegria que sente quando o pai chega em casa e faz bagunça, dançando com ela, é gargalhada certa (uma gargalhada bem desengonçada por sinal). Quando vou fazê-la dormir, fica virando a cabeça o tempo todo pra ver se o pai também está ali. Também não posso esquecer das atuações dramáticas que já vi ela fazer, na minha frente, da vó ou de outras pessoas, seguidas de riso quando me via, como se soubesse que estava chamando atenção. Em certos momentos tenho a sensação de que ela já entende tudo, mas daí eu vou dar bronca e ela ri da minha cara, mostrando que na verdade a vida pra ela ainda é só folia (e a mãe se vira nos trinta pra não rir, tem que começar a ensinar desde já né!). Não posso esquecer das tentativas de conversas com gritos que ela faz, fazendo força pra se expressar. Nem dos olhos azuis que nem tenho esperança que permaneçam, mas acharia muito legal se continuassem nessa cor.
Tenho certeza que muitas outras coisas que eu queria lembrar pra sempre já esqueci. Quando dizem que o amor só cresce a cada dia não conseguimos entender. É uma sensação muito doida, você acordar e amar a cada dia mais um ser que virou tua vida do avesso. Queria poder congelar o tempo, mas impedi-la de crescer também me impediria de viver novas sensações, que eu tenho certeza que virão pra me fazer crescer e fazer ainda mais força pra mantê-las em minha mente.